No dia 7 de setembro de 1965, o
Brasil parou e concentrou todas suas atenções para
Belo Horizonte. Estava sendo inaugurado o Estádio
Magalhães Pinto, o "
Mineirão". Obra corajosa, vanguardista, imponente, um dos melhores estádios de futebol do mundo, com capacidade para mais de 100 mil espectadores. Para coroar os festejos da inauguração, organizou-se um amistoso entre a
Seleção Brasileira e a do
Uruguai e, pela primeira vez na história do futebol brasileiro, uma equipe de futebol, a Sociedade Esportiva Palmeiras, foi convidada para compor toda a "delegação", do técnico ao massagista, do goleiro ao ponta-esquerda, incluindo os reservas.
Convite da CBD (atual CBF)
Foi neste cenário que a CBD tomou a decisão de convidar a Sociedade Esportiva Palmeiras, a "Academia de Futebol", para representá-la no jogo de inauguração do
Mineirão, diante da seleção titular do Uruguai.
A CBD somente voltou a conceder esta honra a uma equipe em duas oportunidades novamente: em vista do sucesso do Palmeiras nesta tarde, dois meses depois, em novembro do mesmo ano, a CBD tentou o mesmo recurso e convidou o
Corinthians para representá-la, desta vez não contra uma seleção, mas um time, o
Arsenal. Porém, o Corinthians (Seleção Brasileira) acabou perdendo a partida por 2 x 0. Em 68, o
Atlético-MG teve a última oportunidade e venceu a
Iugoslávia, no Mineirão, por 3 x 2. Nunca mais houve convite oficial.
Brasil (Palmeiras) 3 - 0 Uruguai
O
Uruguai acabava de obter a classificação para o
Mundial de 66 de forma invicta e apresentava craques como Manicera (que depois desfilou sua técnica no
Flamengo), Cincunegui (que faria história no
Atlético-MG), além de Varela, Douksas, Esparrago. O Palmeiras vinha de sucessivas vitórias e acumulando uma invencibilidade de onze partidas.
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